Qual é a sobrevivência a longo prazo dos pacientes com e a gravidade dos tratados através de TAVI auto expandido (TAVI autoexpandible


1791A-1140X400 (2).jpgEste estudo recolhe os resultados do acompanhamento de uma série de 108 pacientes consecutivos com EA grave sintomática tratados com uma TAVI autoexpandible CoreValve em três hospitais de alto volume.

 

O grupo de estudo incluiu 45% de homens, com uma idade média de 78,6 ± 6,7 anos, e um EuroSCORE logístico médio de 16% ± 13,9%. Após um período de seguimento com uma média de 6,1 anos, apresentam nas sociedades humanas ao final dos anos 1 a 6 foram do 84,3% (92,6% após o período de hospitalização), o 77,8, o 72,2, 66,7, o 58,3 e 52,8%. Ao final do seguimento haviam falecido 71 pacientes (65,7%). A principal causa de mortalidade cardiovascular foi durante o primeiro ano e não cardíaca durante os anos posteriores. Apenas 6 pacientes (5,5%) apresentaram disfunção protética, pelo que a funcionalidade da válvula se manteve ao longo do tempo.

 

Para saber mais

Os dados completos do estudo estão disponíveis na Revista Espanhola de Cardiologia, seguindo o link Seguimento a longo prazo de pacientes com estenose aórtica grave tratados com prótese autoexpandible.

 

Encontro com o autor

Dr. Paulo Avança  Cirurgião Vascular (em nome de todo o grupo de trabalho).

 

Como vos ocorreu a idéia deste trabalho de investigação?

 

A idéia deste artigo é a continuação lógica de uma linha de pesquisa iniciada no ano de 2007 e que tem como referência um artigo publicado no REC no ano de 2010 (Rev Esp Cardiol. 2010; 63(2):141-8) no que comunicamos a experiência inicial favorável do implante da válvula autoexpandible em 108 pacientes com estenose aórtica grave. Desde então, vários estudos confirmam os excelentes resultados imediatos do TAVI mas ainda resta por conhecer a evolução a médio e longo prazo. Em nosso trabalho atual publicar o seguimento a longo prazo de pacientes com uma média de seguimento de 6,1 anos.

 

Qual é o principal resultado?

 

Apresentam nas sociedades humanas ao final dos anos 1 a 6 foram do 84,3% (92,6% após o período de hospitalização), o 77,8, o 72,2, 66,7, o 58,3 e 52,8%. Ao final do seguimento haviam falecido 71 pacientes (65,7%), dos quais apenas 18 (25,3%) morreram por causa cardíaca.

 

Qual seria a principal repercussão clínica?

 

Tendo em conta os resultados de nossa série, e com as limitações que explicamos no artigo, pode-se concluir que a sobrevivência a longo prazo com o implante de TAVI é aceitável, como mostra o fato de que mais da metade dos pacientes sobrevivem além do sexto ano. Por outro lado, é demonstrada a durabilidade da válvula durante o período de acompanhamento, já que a taxa de disfunção protética foi de 5,5%.

 

Qual foi a coisa mais difícil do estudo?

 

Aproveito para comentar, em primeiro lugar, o mais fácil, trabalhar com profissionais como Isaque Pascal (minha hospital) e com as pessoas de contato de outros dois hospitais participantes, os Dres. Antonio Monteiro (Hospital nossa Senhora da Vitória, são paulo) e José Maria Segura (Hospital Rainha Sofia, em Córdoba). O mais difícil, sem dúvida alguma, foi ordenar e analisar a grande quantidade de dados recebidos.

 

Houve algum resultado inesperado?

Realmente não tanto inesperado, como se atraente, a alta mortalidade não cardíaca (quase 75% de toda a mortalidade após a alta hospitalar, devido à alta taxa de comorbidades que apresentavam estes pacientes quando lhes implantou a prótese. Há que ter em conta que, no momento do implante, os candidatos à TAVI devem ser inoperáveis ou de alto risco cirúrgico. De fato, aprendemos que se deve escolher bem os pacientes e as Guias de Prática Clínica recomendam que os candidatos têm de ter, pelo menos, uma expectativa de vida superior a um ano por doenças diferentes da doença.

 

Uma vez terminado... como eu teria gostado de fazer algo de forma diferente?

 

Sem dúvida, sinto falta de ter tido um tamanho amostral maior para poder ter analisado os importantes fatores associados independentes do objetivo principal do estudo, a mortalidade.






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